Voltando de mais um dia de trabalho, no lendário ônibus da linha 409, passo perto da quadra do G.R.E.S. Estácio de Sá, e vejo numa pracinha quatro crianças brincando. Cena louvável, bonita. Isso se não fosse uma cena revoltante. O que eles tinham na mão eram vários pedaços de isopor. Isopor esse que as crianças estavam quebrando e montando peças para brincar. E uma dessas peças era o molde de uma arma de fogo: um fuzil. Para completar, essa criança estufou o peito e, como um chefe do tráfico, quis mostrar respeito a quem passava.
O que mais chamou minha atenção foi o tamanho da criança e o tamanho da arma de brinquedo que ela própria criou. Algo em torno de 6 anos e o fuzil era quase do tamanho dele.
Esse é o pensamento de muitas crianças por aí. Até quando?
O que mais chamou minha atenção foi o tamanho da criança e o tamanho da arma de brinquedo que ela própria criou. Algo em torno de 6 anos e o fuzil era quase do tamanho dele.
Esse é o pensamento de muitas crianças por aí. Até quando?

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ResponderExcluirRealmente vemos um projeto de traficante crescendo desde muito cedo. Posso apontar a falta de investimento na educação, que ao meu ver, deveria ser integral. Criança na escola em tempo integral. Estudando e praticando esporte. Sem tempo para pensar besteira. É uma constatação importante, alarmante. Precisamos mudar. 2010 tem eleições. Precisamos refletir o que desajamos para o futuro.
ResponderExcluirA solução é exatamente a que o Flávio comentou. Muito estudo e esporte. Estas são as únicas coisas capazes de alterar o padrão de "ídolos" que essas crianças têm.
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